Segunda-Feira, 23 de Dezembro de 2013
Fonte:jornalopcao.com.br | Ketllyn Fernandes

Delegado do caso do padrasto e enteada encontrados mortos pedirá quebra de sigilo telefônico

A Delegacia de Pirenópolis não tem plantão aos finais de semana e feriados. Embora a equipe esteja de recesso até a próxima quinta-feira (26/12), o delegado à frente do caso em que uma jovem e um padrasto foram encontrados mortos no Morro do Frota na semana passada, Rodrigo Luiz Jayme, adiantou ao Jornal Opção Online nesta segunda-feira (23) que aproveitará o período de festas para elaborar um pedido de quebra de sigilo telefônico para complementar a investigação. Ele preferiu não indicar de quem serão os números, para não atrapalhar nas apurações.

Na quinta-feira o delegado também deverá entregar à Polícia Técnico-Cientifica o bilhete suicida escrito por Joaquim Lourenço da Luz, de 47 anos, apontado até o momento como o principal suspeito de matar a estudante Loanne Rodrigues da Silva Costa.

“Pretendo confrontar a escrita dele em cheques e também com os outros três documentos escritos que tivemos acesso, como a carta de ameaça a Loanne e o bilhete sobre a mudança de visual”, explicou Rodrigo Jayme. Segundo o delegado, pela gravidade do caso, os laudos cadavéricos e periciais devem ficar prontos em 2013.

O delegado disse ainda à reportagem que apesar do recesso as equipes estão em atuação em Pirenópolis, tanto na coleta de provas, como em visitas a pessoas próximas de Loanne e Joaquim. Dentre os últimos objetos encontrados no local do crime está um isqueiro que pode ser do garimpeiro. “Policiais têm ido também à casa da mãe de Loanne, que apesar de receber bem e prestar esclarecimentos, tem se mostrado fria diante do fato”, comentou.

O caso

As vítimas foram encontradas amarradas, sendo que o corpo de Joaquim estava sobre o de Loanne, que segundo laudo do IML morreu em decorrência da explosão de uma dinamite entre ela e o padrasto. Inicialmente suspeitou-se de um crime premeditado e na participação de uma terceira pessoa, contudo agentes descobriram na casa de Joaquim os mesmos objetos usados no crime, como a corda, a corrente e o artefato explosivo. A barraca encontrada a alguns metros do local do crime, descobriu-se depois, também pertencia ao garimpeiro.

A partir daí surgiu a hipótese de crime passional, sendo esta a linha de investigação que mais avança apesar da negativa da mãe da moça de que o companheiro tratasse a filha com outro interesse.

Depoimentos dos próprios filhos de Joaquim apontaram para o ciúmes excessivo dele com a enteada, a ponto de reclamar em uma carta sobre a mudança de visual promovida pela moça ao pintar o cabelo, além de ligações fora de hora quando a estudante saia para festas. Amigos de Loanne também apontaram para a possibilidade de Joaquim ter sido o autor do crime.

Conforme informado à reportagem na semana passada pelo agente Alessandro Curado Pinto, que colheu alguns dos depoimentos, uma vez que o delegado Rodrigo Jayme é titular de Corumbá e responde também por outros dois municípios, não estando sempre em Pirenópolis, a gota d’água para a atitude desesperada de Joaquim de matar a enteada e ao mesmo tempo suicidar-se teria sido foto publicada pela moça em uma rede social ao lado de um colega de faculdade com quem teria um caso. 


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